sábado, 30 de novembro de 2013

Parte I | Entendendo o Casamento

PARTE I

Entendendo o Casamento

 

CAPÍTULO 1 - POR QUE BLINDAR SEU CASAMENTO

Capítulo 1 | Por que blindar seu casamento

Deputados mexicanos, preocupados com o aumento de divórcios no país, propuseram

uma nova lei: o casamento renovável. Eles acreditam ter criado a solução ideal para

evitar graves crises conjugais, traições e todos os desgastes do divórcio. A cada dois

anos, o casal pode avaliar a relação e decidir se quer continuar junto e renovar o

casamento ou se quer desistir e seguir cada um para o seu lado. Além da assinatura de

um contrato temporário, a proposta prevê ainda que os noivos se protejam contra um

hipotético cenário de divórcio. Para isso, decidem, antes de casar, quem ficará com a

guarda dos filhos e quanto cada um pagará de pensão alimentícia em caso de separação.

A proposta, que tramita no Congresso, tem amplo apoio dos mexicanos, que querem

acabar com os altos custos das separações e das pensões alimentícias. Afinal, as

estatísticas na Cidade do México são pouco animadoras no que diz respeito ao

casamento: cinco em cada dez uniões terminam em divórcio.

Se a lei passar, uma conversa como esta entre alunos na escola não será ficção:

— E aí, onde você vai passar as férias? — pergunta um garoto ao colega.

— Bom, depende. Se meu pai renovar o contrato com a minha mãe no final do ano,

vamos para a Disneylândia. Se não, vou ter que ver qual dos dois vai querer ficar

comigo, e pelas notas que estou tirando, provavelmente vão me mandar para a casa da

minha avó...

Não quero ser um portador de más notícias, mas aqui está um fato: o casamento

como instituição está falindo sob pesados ataques de várias forças na sociedade. O que

estão propondo no México é apenas um sintoma do que os governantes estão tentando

fazer para lidar com o alto número de divórcios. E não é somente lá. Não conheço nem

um só caso de algum país, alguma cultura ou sociedade no mundo em que o casamento

esteja sendo fortalecido, nem mesmo nas culturas tradicionais e altamente religiosas.

Nos Estados Unidos, o grande ditador da cultura para o restante do mundo, a maioria

dos bebês nascidos de mulheres de até trinta anos de idade já nascem fora do

casamento. Renomados sociólogos americanos também já argumentam que a figura do

pai não é necessária em uma família.

Dá para perceber para onde estamos caminhando?

Mesmo onde os índices de divórcio publicados são mais baixos, eles apenas escondem

a realidade: menos pessoas estão se casando, pois optam pela “união estável” e, por esse

motivo, quando se separam não é registrado como divórcio; e muitos dos que se

mantêm na relação — por falta de opção ou fortes pressões religiosas — seguem

infelizes.

Quando vejo essa realidade, fico pensando como as coisas estarão daqui a cinco, dez,

ou vinte anos. Será que a extinção do casamento terá sido consumada? Será que as

pessoas ainda acreditarão que casamento por toda a vida é possível? Serão os conceitos

de fidelidade conjugal e lealdade a uma só pessoa coisas apenas de museu e filmes

históricos?

Aqui vai um alerta aos que ainda não despertaram: As forças da sociedade conspiram

contra o casamento e a família — e seus ataques estão cada vez mais fortes.

A METAMORFOSE DO CASAMENTO

A mídia em geral (filmes, novelas, internet, livros etc.), a cultura, a política, as leis, as

celebridades, o ensino nas escolas e universidades — enfim, todos os maiores poderes de

influência na sociedade — estão se tornando (ou já são) predominantemente

anticasamento.

O que isso significa na prática?

• O número de casamentos diminuirá consideravelmente;

• A “união livre” ou “estável”, marcada por um conceito de que o compromisso

duradouro e absoluto não é possível, será mais e mais comum;

• Infidelidade e traições aumentarão (sim, ainda mais) e se tornarão mais

perdoáveis;

• Encontros casuais com terceiros apenas para fins de sexo serão mais aceitos;

• Homens e mulheres se tornarão ainda mais predadores;

• O homem passará a ser dispensável para mulheres que se verão mais

independentes;

• Mulheres oscilarão entre a descrença total no amor (e nos homens) e a busca pela

felicidade, à custa de sua própria desvalorização.

Note: tudo o que foi citado anteriormente JÁ ESTÁ acontecendo em nossa sociedade.

É a metamorfose do casamento, e o tempo apenas continuará acelerando esse processo.

Talvez você não possa fazer nada para reverter essa situação no mundo. Mas no seu

mundo, no seu casamento, você pode e deve. Não é uma questão de se o seu

relacionamento poderá ser atacado, mas sim de quando. A pergunta é: você saberá como

protegê-lo dos ataques quando eles vierem — se é que já não estão acontecendo?

CASAMENTO NA ERA DO FACEBOOK

Novos desafios, como, por exemplo, a internet, as redes sociais, as tecnologias de

comunicação como SMS e MSN, a proliferação da pornografia, a cultura

anticasamento, a facilitação do divórcio e o avanço da mulher na sociedade são apenas

alguns fenômenos recentes que afetam os casais no século 21. E muitos não estão

preparados para lidar com esses novos desafios. Os casais de hoje estão enfrentando

uma nova realidade, um mundo que seus pais não conheceram — aliás, nenhuma

geração antes desta conheceu.

Pergunte à sua avó quais os sinais que ela procuraria para detectar se o marido estava

tendo um caso, e provavelmente ela vai dizer que ficaria atenta a manchas de batom na

roupa dele, cheiro de perfume de mulher, e coisas do tipo. Hoje em dia, trair o parceiro

está muito mais fácil.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook, já é um dos maiores destruidores de lares na

Grã-Bretanha. Segundo estudo divulgado pelo site especializado em divórcios Divorce-

Online, o Facebook é citado como motivo de uma em cada três separações no país.

Cerca de 1.700 dos 5 mil casos mencionaram que mensagens inadequadas para pessoas

do sexo oposto e comentários de ex-namoradas(os) no Facebook foram causas de

problemas no casamento.

Em 2011, a Associação Americana dos Advogados Matrimoniais (American Academy

of Matrimonial Lawyers) divulgou que o Facebook é citado em um de cada cinco

divórcios.

Para se ter uma ideia da gravidade da situação, foi lançada recentemente no Brasil

uma rede social exclusiva para pessoas casadas que “vivem em um casamento sem sexo

e querem encontrar outras pessoas na mesma situação”. Homens e mulheres

comprometidos são o alvo do site, que facilita uma “maneira discreta de ter um caso”.

Em menos de seis meses, o site já tinha mais de trezentos mil usuários no país, fazendo

do Brasil o segundo em número de usuários, atrás somente dos Estados Unidos, onde o

site já existe há alguns anos. O site oferece conta de e-mail privada e cobrança por

cartão de crédito que não aparece com nome suspeito no extrato — tudo para facilitar

os encontros casuais para sexo, sem deixar vestígios para o parceiro traído. O slogan do

site é: “O verdadeiro segredo para um casamento duradouro é a infidelidade.”

Chocante? Isso não é nada.

Você sabe qual é o negócio que mais cresce no mundo, com um faturamento maior do

que os de empresas como Google, Apple, Amazon, Netflix, eBay, Microsoft e Yahoo —

juntas? Chama-se pornografia. Em 2006, as rendas desta indústria foram de 97 bilhões

de dólares. Mais filmes pornográficos são feitos no mundo do que de qualquer outro

gênero, de longe. São em média 37 filmes por dia, ou mais de 13.500 por ano. O Brasil

é o segundo maior produtor desses filmes, atrás dos EUA. Um estudo reportou que sete

em cada dez homens de dezoito a 34 anos visitam sites pornográficos na internet. As

mulheres também, outrora mais constrangidas com esse tipo de atividade, têm buscado

cada vez mais a pornografia, muitas para tentar agradar o parceiro.

“Ah, mas graças a Deus somos cristãos e isso não nos afeta.” Não se precipite.

Uma pesquisa entre cristãos nos EUA revelou que 50% dos homens e 20% das

mulheres na igreja eram viciados em pornografia. Outra pesquisa somente entre pastores

revelou que 54% deles tinham visto pornografia nos últimos doze meses e 30% nos

últimos trinta dias.

Quem está imune?

HOMEM VS. MULHER – A BATALHA FINAL

Os homens, pela primeira vez na história da espécie, estão se sentindo deslocados e

perdidos dentro do casamento. Com o avanço da mulher em quase todas as áreas da

sociedade, ela se tornou sua concorrente em vez de ter o tradicional papel de

auxiliadora. O homem, que era o exclusivo caçador, provedor e protetor da família,

agora vê o seu papel dividido, e muitas vezes suplantado pela mulher. Ela se tornou

caçadora também.

A maioria das mulheres em um relacionamento atualmente trabalha e contribui no

orçamento familiar. Em muitos casos, a mulher até ganha mais do que o marido, e esta

tendência deve aumentar, considerando que em muitas faculdades do país já há mais

mulheres estudantes do que homens.

O que isso tem causado no casamento? Eis algumas consequências: a mulher tem se

tornado mais independente do homem, menos tolerante com as peculiaridades

masculinas, tem tomado decisões sem participá-lo e “batido de frente” com ele; o

homem, na tentativa de agradar a mulher, tem se tornado mais sensível, retraído na sua

posição no casamento, se sentido desrespeitado pela mulher, e às vezes descartável. Ou

seja, a mulher tem se tornado mais como o homem, e o homem mais como a mulher.

Bagunça e confusão total de papéis.

E não é só no campo de trabalho que a mulher avança e compete mais com o homem.

Um estudo da Universidade de São Paulo revelou um dado preocupante para os

homens casados. A traição feminina está crescendo assustadoramente, e quanto mais

jovens, mais elas traem. Das 8.200 mulheres entrevistadas em dez capitais do país,

apenas 22% das mulheres acima de setenta anos confessaram ter tido alguma relação

extraconjugal. O índice sobe para 35% para as mulheres entre 41 e 50 anos e atinge o

pico de 49,5% entre as de 18 a 25 anos. Ou seja, metade das jovens casadas trai o

marido. A saída da mulher de simples dona de casa para um papel mais ativo na

sociedade, na faculdade, no trabalho etc., a tem colocado em situação propícia à traição.

Some-se a tudo isso o fluxo constante de mensagens diretas e subliminares em nossas

mídias atacando as bases do casamento. Novelas, filmes, revistas, blogs, notícias, moda,

música, grupos e festas “culturais”... todos os canhões apontados e atirando sem trégua:

Para que casar? Um pedaço de papel não vai fazer diferença... Pega, mas não se apega...

Se não der certo, divorcie-se e case-se com outro... Homem e mulher é tudo igual... Não

existe amor, amor é fantasia. Casamento é uma prisão... Como pode aguentar a mesma

pessoa vinte, trinta, cinquenta anos? Nah, casamento é coisa do passado...

A cada dia, um novo argumento derrogatório e anticasamento é criado.

Se você preza o seu relacionamento e não quer se tornar mais uma estatística, blindar

seu casamento é fundamental para sua sobrevivência. É hora de defender e proteger o

seu maior investimento, antes que seja tarde demais. Vamos à luta.

Tarefa

Quais os perigos que ameaçam o seu casamento atualmente? Identifique essas ameaças para ter

em mente quais as áreas de seu casamento precisará fortalecer com maior urgência.

Espere! Antes de escrever sua tarefa aqui, pense se talvez vai querer emprestar ou dar este livro

para alguém depois de lê-lo. Acho que não vai querer que outros saibam de suas reflexões e lutas

no seu casamento... Então, uma sugestão é anotar suas tarefas em outro lugar, como uma agenda,

diário, ou mesmo no seu computador. Faça o que achar melhor, só achei que gostaria de considerar

isso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário