sábado, 30 de novembro de 2013

CAPÍTULO 21


 
 

CAPÍTULO 21 - O AMOR É CARO

Capítulo 21 | O amor caro

Um casal completava cinquenta anos de casado e resolveu comemorar. Ao ser

perguntado sobre o segredo de permanecer casado por tanto tempo e em harmonia, o

marido respondeu:

— Sabe o biquinho do pão? É a minha parte favorita. Por cinquenta anos, todas as

manhãs, eu tenho dado aquele biquinho para ela.

Respondendo a mesma pergunta, a esposa disse:

— Sabe o biquinho do pão? Eu odeio! Mas por cinquenta anos eu tenho aceitado sem

reclamar...

Esta pequena ilustração revela o grande segredo do que é a base do casamento. Em

uma palavra: sacrifício. Por cinquenta anos ele abriu mão daquilo que gostava por amor

a ela, e ela também abriu mão de sua vontade por ele. Pense na fundação de uma casa

ou edifício. Ela sustenta aquela estrutura. Assim é o sacrifício no casamento. É o que

ninguém enxerga ao olhar o casal, de fora, mas a felicidade deles é resultado dos

sacrifícios que fazem um pelo outro.

DEZENOVE ANOS EM COMA

Desde que eu soube deste caso, nunca o esqueci. Para mim, é um dos melhores

exemplos do que é o amor verdadeiro, o amor-sacrifício. Jan Grzebski era um ferroviário

polonês. Em 1988 ele sofreu um forte golpe na cabeça enquanto tentava engatar dois

vagões de trem e entrou em coma. Jan foi desenganado pelos médicos, que também

encontram um câncer em seu cérebro. Segundo eles, a recuperação era impossível, e ele

não sobreviveria. Gertruda Grzebska, esposa de Jan, ignorou aquela palavra derrotista e

decidiu levá-lo para casa e cuidar dele sozinha.

Jan não falava, não andava, não se comunicava de maneira alguma, nem interagia.

Todo o relacionamento que tiveram não existia mais, o marido forte com quem convivia

há tantos anos era agora um bebê totalmente dependente de seus cuidados. Ela

terminou de criar sozinha os filhos, enquanto se esforçava para manter vivo o marido,

que era capaz apenas dos movimentos mais básicos, como respirar, engolir, abrir e

fechar os olhos. Ainda assim ela se revoltava quando alguém sugeria eutanásia (com a

desculpa de “interromper o sofrimento”), pois acreditava que o certo era dar a ele a

chance de se recuperar. Todos os dias, Gertruda falava com o esposo como se ele

pudesse ouvir, cuidava para que ele não ficasse muito tempo na mesma posição na

cama, virando seu corpo para evitar as temidas úlceras de pressão, comuns em pessoas

acamadas, que podem levar à morte por infecção. Os filhos foram crescendo, se

casaram, e lhes deram netos. Gertruda levava o marido para todas as principais festas

da família, como se ele pudesse participar delas.

A incansável Gertruda teve sua recompensa em 2007. Após dezenove anos em coma,

Jan finalmente despertou, aos 65 anos. Os médicos creditaram a recuperação dele à

esposa, que optou pelo caminho mais árduo. Jan estava ainda mais ligado a ela, pois se

lembrava de que Gertruda esteve ao seu lado quando ele mais precisava. Ela fez o que

era certo e melhor para ele, abrindo mão de sua própria vida para cuidar do marido,

sem cobrar nada dele por isso. Acreditou, quando nem os médicos acreditaram, esperou,

perseverou... e foi recompensada.

Durante o coma, Gertruda descrevia o esposo como “um cadáver vivo”, mesmo assim

permaneceu ao seu lado. Não houve sentimento no que ela fez, nem romance, foi puro

sacrifício, o verdadeiro amor — mas você consegue pensar em uma atitude mais

romântica? Nenhuma história de amor é mais bonita do que as que envolvem o amor

sacrificial. Gertruda recebeu uma merecida medalha de honra ao mérito do presidente

polonês, por sua dedicação e sacrifício, tamanha a raridade desse tipo de amor nos dias

atuais.

Diante da realidade que Gertruda viveu por dezenove anos, as perguntas são

inevitáveis: o que você teria feito no lugar dela? E o que são os problemas que você tem

enfrentado no seu casamento? Como desistir de seu cônjuge?

Somente o amor-sacrifício é capaz de vencer tudo. É o amor caro, genuíno. Cuidado

com imitações baratas.

PERDER PARA GANHAR

Sacrifício é a maneira de colocar em prática tudo o que ensinamos até aqui. Na

realidade, toda pessoa de sucesso está bem familiarizada com o conceito de sacrifício.

Em qualquer área da vida, se alguém conquistou algo de grande valor, realizou grandes

feitos, obteve grandes vitórias, com certeza cruzou a ponte do sacrifício. Ele é o caminho

mais curto para o sucesso. Mas, é claro, não é o mais fácil.

O que é sacrifício? Digamos que está extremamente frio, eu tenho dois casacos, e

alguém ao meu lado está tremendo. Eu lhe ofereço um deles e fico com um. Isso não é

sacrificar, é dar. Mas se eu só tenho um casaco e o entrego, estou sacrificando. É você

perder agora, porque tem certeza que vai ganhar algo de muito maior valor lá na frente.

E às vezes, esse algo de maior valor é a sua própria consciência de saber que fez o que

era certo, e não o que sentiu vontade de fazer. É o que fez Gertruda.

O amor verdadeiro é o amor marcado pelo sacrifício. É caro. Como já dissemos aqui,

amor não é sentimento. Ele inclui sentimentos, mas não é definido por eles. O mundo

tem associado amor com sentimento em uma receita bastante indigesta: pega a palavra

“amor”, a vontade de estar junto, o ciúme, a cobiça, o desejo sexual... junta tudo e —

através do cozimento na música, nos filmes, na arte em geral — faz o público acreditar

que isso é amor. Não é. É pirata. O que define o amor são duas coisas conectadas:

Fazer o que é certo para a outra pessoa. Tenho de ser justo com a pessoa que

amo. Farei o certo por ela, independente do que sinto ou deixo de sentir, do que eu acho

ou deixo de achar e do quanto vai me custar.

Sacrifício. Se o seu amor se resume a uma sensação gostosa, ele não sobreviverá às

tempestades. O único amor que sobrevive a tudo é o que não se baseia em sentimentos,

mas em sacrifício. Quem diz que “o amor acabou” é porque não conhece o amor. O

verdadeiro amor jamais acaba.

O egoísmo dos dias atuais impede que muitos casais coloquem esse conceito em

prática, acreditando que se prejudicarão ao sacrificar, mas quem tem escolhido trilhar

esse caminho por amor, não se arrepende. Não quero que você pense que deverá sofrer

ou que seu casamento será uma cruz a ser carregada eternamente. O sacrifício não é um

fim em si mesmo, ele é um meio para conquistar algo maior. Como a pessoa que tem

como meta passar em um disputadíssimo concurso público, para ganhar um salário três

vezes maior do que o atual. Se não sacrificar, abrindo mão do lazer por horas de estudo,

talvez um curso preparatório ou dias quebrando a cabeça sobre os livros, dificilmente

conseguirá algum resultado. Comece a sacrificar pelo seu casamento e você colherá um

relacionamento maravilhoso, cheio de paz, compreensão, companheirismo e fidelidade...

Que compensa todo o sofrimento que você teve de enfrentar no princípio. Pelo resultado

alcançado, você faria tudo de novo. Faça o teste.

Talvez você diga: “Mas não há limites? E se meu cônjuge não me corresponde? Estou

preso pelo resto da vida?”

Sem dúvida há pessoas que não querem o amor de outras. Há quem rejeite até o amor

de Deus. Por isso, é impossível ter um relacionamento com tais pessoas. Nem Deus

força ninguém a amá-Lo ou a segui-Lo. Ele sacrificou por todos, mas nem todos

aceitam o Seu sacrifício nem as condições para ter um relacionamento com Ele. O amor

é incondicional, no que diz respeito à compreensão das fraquezas da outra pessoa. Mas

um relacionamento, um casamento, não é e nunca pode ser incondicional. Para que duas

pessoas vivam juntas, certas condições têm de ser cumpridas. Eu amo a minha esposa,

mas se ela me trair eu não vejo como continuar um relacionamento com ela. Sei que ela

sente o mesmo a meu respeito. A fidelidade é uma condição para o nosso casamento

funcionar. Dar uma nova chance diante de um arrependimento sincero? Talvez. Cada

caso é um caso, e cada um tem a sua fé e seus limites. Mas uma coisa é certa: um bom

relacionamento exige participação de ambas as partes. Se a outra pessoa não lhe quer,

então talvez o seu sacrifício seja mais bem investido em outra pessoa.

COMO SE PRATICA NO CASAMENTO

Listo aqui alguns exemplos (há muitos mais) de sacrifício no casamento, para você

entender como e quando isso se aplica na prática:

Sacrifício na comunicação – Tive que aprender a me comunicar mais com a

Cristiane. Não era o meu jeito chegar e conversar, geralmente estava muito cansado e

queria ficar calado. Comunicava-me por sílabas. Por amor, sacrifiquei esse modo de

agir, respondendo às suas perguntas. Ainda hoje, ela me faz perguntas e eu me vejo

fazendo um esforço, pois não quero conversar sobre aquilo, não vejo sentido de falar

aquilo, mas penso: Não importa o que eu sinto, vou fazer o que é importante para ela.

Se o marido é mais calado e a mulher se comunica muito, é sacrifício para o homem ser

mais comunicativo com sua esposa. Por outro lado, a esposa que fala demais, exige,

cobra, impõe, é insuportável. Ninguém aguenta. Ela se tornará uma pessoa mais

agradável ao seu marido se sacrificar, diminuindo o ritmo e eliminando as cobranças. Se

os dois fizerem isso, alcançarão o equilíbrio saudável, mas se apenas um fizer, metade

dos problemas se resolverá... E a outra metade acabará seguindo o novo padrão e se

resolverá também, mais cedo ou mais tarde.

Sacrifício de humildade – Você sacrifica quando engole seu orgulho, dá o braço a

torcer e admite que o outro está certo. Isso é sacrifício porque fere, mas você não quer

alimentar um coração duro, então sacrifica seu orgulho e assume o erro.

Sacrifício no lazer – Você sacrifica se sua esposa gosta de sair e você sai com ela

para agradá-la, ou um dos dois não gosta de sair e o outro fica em casa, sem reclamar.

Seu marido adora futebol e você não entende qual é a graça de ver um monte de homem

correndo atrás de uma bola. Mesmo assim, senta ao lado dele e se esforça para aprender

a admirar aquele esporte, vendo com os olhos do seu esposo, porque é importante para

ele. Você fica feliz com a felicidade de seu cônjuge.

Sacrifício no sexo – Quando você é egoísta e não sacrifica no sexo, seu objetivo é se

satisfazer e ponto final. A partir do momento em que você aprende o que é sacrifício,

consegue colocar o prazer do outro em primeiro lugar. Nunca haverá um insatisfeito,

pois sua meta será satisfazer a outra pessoa e você não estará satisfeito enquanto ela não

estiver. Só através do sacrifício é possível alcançar o prazer mútuo.

Sacrifício no temperamento – Tolerar hábitos que lhe irritam, mas que você irá

ignorar conscientemente. Raciocine: comparado ao conjunto que compõe o

relacionamento, aquilo é insignificante. Você não vai transformar algo pequeno em um

problema.

Sacrifício das emoções – Esse talvez seja um dos maiores sacrifícios, pois diz

respeito a algo ligado diretamente ao coração. Impulsividade e sentimentos levam casais

a estourar a ponto de magoar, alimentar raiva e dormir em quartos separados. É

necessário sacrifício para controlar os instintos emotivos que os levam a cometer atos

impensados. Não deixarei a emoção me fazer insultar minha esposa, tenho de respeitála.

Não irritarei meu cônjuge com reclamações sem fim, que desembocam em uma briga

inútil e desnecessária. A Cristiane deixou de reclamar comigo para reclamar com Deus,

pedindo uma mudança em meu comportamento. Ela sacrificou suas emoções pela

dependência de Deus.

Sacrifício nos objetivos – Muitas vezes, quando seu objetivo pessoal exclui seu

casamento, é necessário sacrificar. Quando um coloca seus objetivos individuais acima

do relacionamento, aquilo fere a relação. Esse é o motivo de muitos casamentos de

celebridades terminarem em divórcio. Se você coloca a carreira acima da união, por

exemplo, o parceiro se sente mero acessório. É difícil aturar essa situação por muito

tempo. Vocês têm de sacrificar seus objetivos pessoais para encontrar objetivos em

comum.

Sacrifício nas amizades – Se alguém tem sido uma influência negativa no seu

casamento, uma pessoa que seu cônjuge não confia ou se sente desconfortável com sua

amizade, você terá de sacrificar a amizade pelo seu casamento. Amizades do sexo oposto

que geram ciúmes, e às vezes até alguns parentes, terão que ser mantidos a distância.

PERDÃO: O MAIOR DE TODOS OS SACRIFÍCIOS

Se o seu cônjuge já lhe causou muita dor e decepção, e vocês estão tentando seguir em

frente, é necessário que você aperte o botão “reiniciar” em seu relacionamento. Quando

seu computador trava, você tem de reiniciá-lo para que ele apague o que estava dando

problema, certo? Da mesma maneira, para seu casamento funcionar você tem de

reiniciá-lo através do perdão.

O perdão não é algo que sentimos vontade de fazer. Sua vontade é de punir a pessoa.

Você acredita que perdoar faz com que a pessoa não sofra as consequências de seus

atos, então guarda rancor, como forma de vingança. Existe um ditado que diz que

guardar mágoa é como tomar veneno de rato e esperar que o rato morra. Pense bem, o

rato não vai morrer! É você quem está tomando o veneno, é você quem vai morrer,

enquanto o rato continuará vivinho da silva, correndo para lá e para cá, fazendo suas

ratices e roendo tudo que encontrar pela frente. Quem perde com isso?

A mágoa escraviza, é um fardo e, por isso, não combina com inteligência. Para que

carregar um fardo que não precisa ser carregado? A outra pessoa já esqueceu e olha

para a frente, mas você está aí, ruminando o passado. Perdoe, não porque a outra

pessoa merece, mas para não carregar algo que nem ela está carregando. Mágoa é um

lixo emocional. Quando alimenta mágoa, você está comendo lixo. Você ingere a comida

mais podre e tóxica que poderia imaginar, carrega nas costas o saco de lixo orgânico em

decomposição que lhe servirá de jantar e faz questão de se agarrar a ele quando alguém

lhe pede para deixar aquilo para trás.

Sei exatamente o que é isso. Eu tinha mágoa de uma pessoa da minha família, que teve

parte da culpa pela separação de meus pais. Em minha adolescência, prometi a mim

mesmo que na hora certa daria o troco, para ela pagar pelo que fez. Quando comecei na

igreja e ouvi o pastor falar sobre perdoar os inimigos, meu primeiro pensamento foi:

Você não conhece a pessoa que destruiu a minha família. É fácil para você falar isso porque

você não sabe o que passei. Talvez seja o que passa em sua cabeça enquanto lê sobre o

perdão. Eu também não entendi, no início, mas com o passar do tempo percebi que ela

não estava pagando nada com minha mágoa, eu é que estava pagando. Quando entendi

que devia perdoar para o meu bem, me interessei em saber como poderia fazer isso, já

que não tinha vontade alguma.

ENTÃO, COMO PERDOAR?

A primeira coisa que você precisa saber a respeito do perdão é que ele não nasce de

uma vontade, mas de uma decisão. Decidir perdoar nem foi tão difícil, já que eu havia

entendido: era o certo a se fazer. Precisava agora conseguir seguir em frente. O segundo

passo era começar a orar pela tal criatura, pedir a Deus por ela. Muitos que continuam

carregando seu lixo emocional dizem orar por seus inimigos. No entanto, o que falam

em suas orações não se encaixa nessa categoria. Por exemplo, não espere resultado

positivo contra a mágoa se você diz: “Senhor, faça o João pagar pelo que fez” , ou “Deus,

pese a mão sobre a Maria”. Isso não é orar por seus inimigos! Isso é despejar seu rancor

em algo que Deus não vai ouvir. A Bíblia nos orienta a abençoar os que nos

perseguem22 e reforça: Abençoai, não amaldiçoeis. Este é o ponto.

No começo, minha oração não era sincera. Eu começava a orar por ela, pedia para

Deus abençoá-la, mas queria mesmo pedir para Ele mandar um raio em sua cabeça.

Ignorando minha vontade de vê-la partida em milhões de pedacinhos, continuava minha

oração sem graça. Com o tempo, aquela pedra em meu coração se desfez e eu passei a

ver aquela pessoa com outros olhos. A oração me ajudou a mudar a maneira de

enxergar. Então, dei o terceiro passo: passei a olhar para a frente. Percebi que tinha de

ser prático, olhar para trás não era inteligente. O que ela fez, já estava feito. Se ela

tivesse que pagar alguma coisa, pagaria diante de Deus, eu não tinha mais nada com

isso. Percebi que eu também era cheio de falhas, não podia exigir dela perfeição, pois

não sou perfeito. Se Deus, que é perfeito, me visse com o mesmo rigor com que eu via

aquela pessoa, estaria perdido! Mas se recebi o perdão d’Ele, como não perdoaria

também? Perdoai nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores23. Se você

não perdoa, nem o Pai-nosso você pode orar, já pensou? É injusto eu querer algo que

não estou disposto a dar.

Aí está a diferença entre o amor verdadeiro e o amor sentimento. Seu coração, o

centro das emoções, estará sempre pedindo para fazer o que você tem vontade em vez

de fazer o que é preciso. Você sabe que o certo é ir falar com seu esposo, mas não sente

vontade de ir. Seu coração faz com que sua cabeça o justifique, dizendo: por que eu tenho

de falar? Ele é que estava errado! Mas se você usa a cabeça e domina seu coração para

não viver por suas emoções, vai e faz o certo, ainda que contra a sua vontade.

É uma guerra constante. Não posso prever o que vou sentir, ninguém tem esse

controle. O sentimento vem. Mas eu tenho o controle de minha cabeça, posso

determinar o que vou pensar, como vou reagir diante daquele sentimento. Tenho de

usar minha inteligência quando meu coração está usando o sentimento contra mim.

Acha difícil? Mas você mesmo faz isso todas as manhãs, principalmente às segundasfeiras,

quando o sacrifício é naturalmente maior. Você não quer levantar da cama. Sua

vontade é continuar deitado. Programa o despertador para “mais cinco minutinhos” e

desaba de volta ao mundo dos sonhos. Mas quando ele toca novamente, sua cabeça diz:

Não, você não pode faltar. Não pode chegar atrasado de novo. Tem que trabalhar. Você se

levanta, se arrasta até o banheiro, lutando contra si mesmo. Se for necessário, se enfia

embaixo do chuveiro gelado só para mostrar ao seu coração quem é que manda.

Resignado, ele não insiste mais e você consegue tomar seu café da manhã e ir para o

trabalho. Se não fizesse isso, não teria emprego, não é mesmo? É assim que se vence

essa guerra dentro do seu casamento. É um sacrifício, sim, mas perfeitamente

executável. Tudo que é bom é caro.

Tarefa

Que sacrifícios você precisa começar — ou continuar — a fazer pelo seu relacionamento?

22 Romanos 12:14.

23 Mateus 6:12.

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