CAPÍTULO 21 - O AMOR É CARO
Capítulo 21 | O amor caro
Um casal completava cinquenta anos de casado e resolveu comemorar.
Ao ser
perguntado sobre o segredo de permanecer casado por tanto tempo e
em harmonia, o
marido respondeu:
— Sabe o biquinho do pão? É a minha parte favorita. Por cinquenta
anos, todas as
manhãs, eu tenho dado aquele biquinho para ela.
Respondendo a mesma pergunta, a esposa disse:
— Sabe o biquinho do pão? Eu odeio! Mas por cinquenta anos eu
tenho aceitado sem
reclamar...
Esta pequena ilustração revela o grande segredo do que é a base do
casamento. Em
uma palavra: sacrifício. Por cinquenta anos ele abriu mão daquilo
que gostava por amor
a ela, e ela também abriu mão de sua vontade por ele. Pense na
fundação de uma casa
ou edifício. Ela sustenta aquela estrutura. Assim é o sacrifício
no casamento. É o que
ninguém enxerga ao olhar o casal, de fora, mas a felicidade deles
é resultado dos
sacrifícios que fazem um pelo outro.
DEZENOVE ANOS EM COMA
Desde que eu soube deste caso, nunca o esqueci. Para mim, é um dos
melhores
exemplos do que é o amor verdadeiro, o amor-sacrifício. Jan
Grzebski era um ferroviário
polonês. Em 1988 ele sofreu um forte golpe na cabeça enquanto
tentava engatar dois
vagões de trem e entrou em coma. Jan foi desenganado pelos
médicos, que também
encontram um câncer em seu cérebro. Segundo eles, a recuperação
era impossível, e ele
não sobreviveria. Gertruda Grzebska, esposa de Jan, ignorou aquela
palavra derrotista e
decidiu levá-lo para casa e cuidar dele sozinha.
Jan não falava, não andava, não se comunicava de maneira alguma,
nem interagia.
Todo o relacionamento que tiveram não existia mais, o marido forte
com quem convivia
há tantos anos era agora um bebê totalmente dependente de seus
cuidados. Ela
terminou de criar sozinha os filhos, enquanto se esforçava para
manter vivo o marido,
que era capaz apenas dos movimentos mais básicos, como respirar,
engolir, abrir e
fechar os olhos. Ainda assim ela se revoltava quando alguém
sugeria eutanásia (com a
desculpa de “interromper o sofrimento”), pois acreditava que o
certo era dar a ele a
chance de se recuperar. Todos os dias, Gertruda falava com o
esposo como se ele
pudesse ouvir, cuidava para que ele não ficasse muito tempo na
mesma posição na
cama, virando seu corpo para evitar as temidas úlceras de pressão,
comuns em pessoas
acamadas, que podem levar à morte por infecção. Os filhos foram
crescendo, se
casaram, e lhes deram netos. Gertruda levava o marido para todas
as principais festas
da família, como se ele pudesse participar delas.
A incansável Gertruda teve sua recompensa em 2007. Após dezenove
anos em coma,
Jan finalmente despertou, aos 65 anos. Os médicos creditaram a
recuperação dele à
esposa, que optou pelo caminho mais árduo. Jan estava ainda mais
ligado a ela, pois se
lembrava de que Gertruda esteve ao seu lado quando ele mais
precisava. Ela fez o que
era certo e melhor para ele, abrindo mão de sua própria vida para
cuidar do marido,
sem cobrar nada dele por isso. Acreditou, quando nem os médicos
acreditaram, esperou,
perseverou... e foi recompensada.
Durante o coma, Gertruda descrevia o esposo como “um cadáver
vivo”, mesmo assim
permaneceu ao seu lado. Não houve sentimento no que ela fez, nem
romance, foi puro
sacrifício, o verdadeiro amor — mas você consegue pensar em uma
atitude mais
romântica? Nenhuma história de amor é mais bonita do que as que
envolvem o amor
sacrificial. Gertruda recebeu uma merecida medalha de honra ao
mérito do presidente
polonês, por sua dedicação e sacrifício, tamanha a raridade desse
tipo de amor nos dias
atuais.
Diante da realidade que Gertruda viveu por dezenove anos, as
perguntas são
inevitáveis: o que você teria feito no lugar dela? E o que
são os problemas que você tem
enfrentado no seu casamento? Como desistir de seu cônjuge?
Somente o amor-sacrifício é capaz de vencer tudo. É o amor caro,
genuíno. Cuidado
com imitações baratas.
PERDER PARA GANHAR
Sacrifício é a maneira de colocar em prática tudo o que ensinamos
até aqui. Na
realidade, toda pessoa de sucesso está bem familiarizada com o
conceito de sacrifício.
Em qualquer área da vida, se alguém conquistou algo de grande
valor, realizou grandes
feitos, obteve grandes vitórias, com certeza cruzou a ponte do
sacrifício. Ele é o caminho
mais curto para o sucesso. Mas, é claro, não é o mais fácil.
O que é sacrifício? Digamos que está extremamente frio, eu tenho
dois casacos, e
alguém ao meu lado está tremendo. Eu lhe ofereço um deles e fico
com um. Isso não é
sacrificar, é dar. Mas se eu só tenho um casaco e o entrego, estou
sacrificando. É você
perder agora, porque tem certeza que vai ganhar algo de muito
maior valor lá na frente.
E às vezes, esse algo de maior valor é a sua própria consciência
de saber que fez o que
era certo, e não o que sentiu vontade de fazer. É o que fez
Gertruda.
O amor verdadeiro é o amor marcado pelo sacrifício. É caro. Como
já dissemos aqui,
amor não é sentimento. Ele inclui sentimentos, mas não é definido
por eles. O mundo
tem associado amor com sentimento em uma receita bastante
indigesta: pega a palavra
“amor”, a vontade de estar junto, o ciúme, a cobiça, o desejo
sexual... junta tudo e —
através do cozimento na música, nos filmes, na arte em geral — faz
o público acreditar
que isso é amor. Não é. É pirata. O que define o amor são duas
coisas conectadas:
Fazer o que é certo para a outra pessoa. Tenho de ser justo com a pessoa que
amo. Farei o certo por ela, independente do que sinto ou deixo de
sentir, do que eu acho
ou deixo de achar e do quanto vai me custar.
Sacrifício. Se
o seu amor se resume a uma sensação gostosa, ele não sobreviverá às
tempestades. O único amor que sobrevive a tudo é o que não se
baseia em sentimentos,
mas em sacrifício. Quem diz que “o amor acabou” é porque não
conhece o amor. O
verdadeiro amor jamais acaba.
O egoísmo dos dias atuais impede que muitos casais coloquem esse
conceito em
prática, acreditando que se prejudicarão ao sacrificar, mas quem
tem escolhido trilhar
esse caminho por amor, não se arrepende. Não quero que você pense
que deverá sofrer
ou que seu casamento será uma cruz a ser carregada eternamente. O
sacrifício não é um
fim em si mesmo, ele é um meio para conquistar algo maior. Como a
pessoa que tem
como meta passar em um disputadíssimo concurso público, para
ganhar um salário três
vezes maior do que o atual. Se não sacrificar, abrindo mão do
lazer por horas de estudo,
talvez um curso preparatório ou dias quebrando a cabeça sobre os
livros, dificilmente
conseguirá algum resultado. Comece a sacrificar pelo seu casamento
e você colherá um
relacionamento maravilhoso, cheio de paz, compreensão,
companheirismo e fidelidade...
Que compensa todo o sofrimento que você teve de enfrentar no
princípio. Pelo resultado
alcançado, você faria tudo de novo. Faça o teste.
Talvez você diga: “Mas não há limites? E se meu cônjuge não me
corresponde? Estou
preso pelo resto da vida?”
Sem dúvida há pessoas que não querem o amor de outras. Há quem
rejeite até o amor
de Deus. Por isso, é impossível ter um relacionamento com tais
pessoas. Nem Deus
força ninguém a amá-Lo ou a segui-Lo. Ele sacrificou por todos,
mas nem todos
aceitam o Seu sacrifício nem as condições para ter um
relacionamento com Ele. O amor
é incondicional, no que diz respeito à compreensão das fraquezas
da outra pessoa. Mas
um relacionamento, um casamento, não é e nunca pode ser
incondicional. Para que duas
pessoas vivam juntas, certas condições têm de ser cumpridas. Eu
amo a minha esposa,
mas se ela me trair eu não vejo como continuar um relacionamento
com ela. Sei que ela
sente o mesmo a meu respeito. A fidelidade é uma condição para o
nosso casamento
funcionar. Dar uma nova chance diante de um arrependimento
sincero? Talvez. Cada
caso é um caso, e cada um tem a sua fé e seus limites. Mas uma
coisa é certa: um bom
relacionamento exige participação de ambas as partes. Se a outra
pessoa não lhe quer,
então talvez o seu sacrifício seja mais bem investido em outra
pessoa.
COMO SE PRATICA NO CASAMENTO
Listo aqui alguns exemplos (há muitos mais) de sacrifício no
casamento, para você
entender como e quando isso se aplica na prática:
Sacrifício na comunicação – Tive que aprender a me comunicar mais com a
Cristiane. Não era o meu jeito chegar e conversar, geralmente
estava muito cansado e
queria ficar calado. Comunicava-me por sílabas. Por amor,
sacrifiquei esse modo de
agir, respondendo às suas perguntas. Ainda hoje, ela me faz
perguntas e eu me vejo
fazendo um esforço, pois não quero conversar sobre aquilo, não
vejo sentido de falar
aquilo, mas penso: Não importa o que eu sinto, vou fazer o que é
importante para ela.
Se o marido é mais calado e a mulher se comunica muito, é
sacrifício para o homem ser
mais comunicativo com sua esposa. Por outro lado, a esposa que
fala demais, exige,
cobra, impõe, é insuportável. Ninguém aguenta. Ela se tornará uma
pessoa mais
agradável ao seu marido se sacrificar, diminuindo o ritmo e
eliminando as cobranças. Se
os dois fizerem isso, alcançarão o equilíbrio saudável, mas se
apenas um fizer, metade
dos problemas se resolverá... E a outra metade acabará seguindo o
novo padrão e se
resolverá também, mais cedo ou mais tarde.
Sacrifício de humildade – Você sacrifica quando engole seu orgulho, dá o braço a
torcer e admite que o outro está certo. Isso é sacrifício porque
fere, mas você não quer
alimentar um coração duro, então sacrifica seu orgulho e assume o
erro.
Sacrifício no lazer – Você sacrifica se sua esposa gosta de sair e você sai com
ela
para agradá-la, ou um dos dois não gosta de sair e o outro fica em
casa, sem reclamar.
Seu marido adora futebol e você não entende qual é a graça de ver
um monte de homem
correndo atrás de uma bola. Mesmo assim, senta ao lado dele e se
esforça para aprender
a admirar aquele esporte, vendo com os olhos do seu esposo, porque
é importante para
ele. Você fica feliz com a felicidade de seu cônjuge.
Sacrifício no sexo – Quando você é egoísta e não sacrifica no sexo, seu
objetivo é se
satisfazer e ponto final. A partir do momento em que você aprende
o que é sacrifício,
consegue colocar o prazer do outro em primeiro lugar. Nunca haverá
um insatisfeito,
pois sua meta será satisfazer a outra pessoa e você não estará
satisfeito enquanto ela não
estiver. Só através do sacrifício é possível alcançar o prazer
mútuo.
Sacrifício no temperamento – Tolerar hábitos que lhe irritam, mas que você irá
ignorar conscientemente. Raciocine: comparado ao conjunto que
compõe o
relacionamento, aquilo é insignificante. Você não vai transformar
algo pequeno em um
problema.
Sacrifício das emoções – Esse talvez seja um dos maiores sacrifícios, pois diz
respeito a algo ligado diretamente ao coração. Impulsividade e
sentimentos levam casais
a estourar a ponto de magoar, alimentar raiva e dormir em quartos
separados. É
necessário sacrifício para controlar os instintos emotivos que os
levam a cometer atos
impensados. Não deixarei a emoção me fazer insultar minha esposa,
tenho de respeitála.
Não irritarei meu cônjuge com reclamações sem fim, que desembocam
em uma briga
inútil e desnecessária. A Cristiane deixou de reclamar comigo para
reclamar com Deus,
pedindo uma mudança em meu comportamento. Ela sacrificou suas
emoções pela
dependência de Deus.
Sacrifício nos objetivos – Muitas vezes, quando seu objetivo pessoal exclui seu
casamento, é necessário sacrificar. Quando um coloca seus
objetivos individuais acima
do relacionamento, aquilo fere a relação. Esse é o motivo de
muitos casamentos de
celebridades terminarem em divórcio. Se você coloca a carreira
acima da união, por
exemplo, o parceiro se sente mero acessório. É difícil aturar essa
situação por muito
tempo. Vocês têm de sacrificar seus objetivos pessoais para
encontrar objetivos em
comum.
Sacrifício nas amizades – Se alguém tem sido uma influência negativa no seu
casamento, uma pessoa que seu cônjuge não confia ou se sente
desconfortável com sua
amizade, você terá de sacrificar a amizade pelo seu casamento.
Amizades do sexo oposto
que geram ciúmes, e às vezes até alguns parentes, terão que ser
mantidos a distância.
PERDÃO: O MAIOR DE TODOS OS SACRIFÍCIOS
Se o seu cônjuge já lhe causou muita dor e decepção, e vocês estão
tentando seguir em
frente, é necessário que você aperte o botão “reiniciar” em seu
relacionamento. Quando
seu computador trava, você tem de reiniciá-lo para que ele apague
o que estava dando
problema, certo? Da mesma maneira, para seu casamento funcionar
você tem de
reiniciá-lo através do perdão.
O perdão não é algo que sentimos vontade de fazer. Sua vontade é de punir a
pessoa.
Você acredita que perdoar faz com que a pessoa não sofra as
consequências de seus
atos, então guarda rancor, como forma de vingança. Existe um
ditado que diz que
guardar mágoa é como tomar veneno de rato e esperar que o rato
morra. Pense bem, o
rato não vai morrer! É você quem está tomando o veneno, é você
quem vai morrer,
enquanto o rato continuará vivinho da silva, correndo para lá e
para cá, fazendo suas
ratices e roendo tudo que encontrar pela frente. Quem perde com
isso?
A mágoa escraviza, é um fardo e, por isso, não combina com
inteligência. Para que
carregar um fardo que não precisa ser carregado? A outra pessoa já
esqueceu e olha
para a frente, mas você está aí, ruminando o passado. Perdoe, não
porque a outra
pessoa merece, mas para não carregar algo que nem ela está
carregando. Mágoa é um
lixo emocional. Quando alimenta mágoa, você está comendo lixo.
Você ingere a comida
mais podre e tóxica que poderia imaginar, carrega nas costas o
saco de lixo orgânico em
decomposição que lhe servirá de jantar e faz questão de se agarrar
a ele quando alguém
lhe pede para deixar aquilo para trás.
Sei exatamente o que é isso. Eu tinha mágoa de uma pessoa da minha
família, que teve
parte da culpa pela separação de meus pais. Em minha adolescência,
prometi a mim
mesmo que na hora certa daria o troco, para ela pagar pelo que
fez. Quando comecei na
igreja e ouvi o pastor falar sobre perdoar os inimigos, meu
primeiro pensamento foi:
Você não conhece a pessoa que destruiu a minha
família. É fácil para você falar isso porque
você não sabe o que passei. Talvez seja o que passa em sua cabeça enquanto lê sobre o
perdão. Eu também não entendi, no início, mas com o passar do
tempo percebi que ela
não estava pagando nada com minha mágoa, eu é que estava pagando.
Quando entendi
que devia perdoar para o meu bem, me interessei em saber como
poderia fazer isso, já
que não tinha vontade alguma.
ENTÃO, COMO PERDOAR?
A primeira coisa que você precisa saber a respeito do perdão é que
ele não nasce de
uma vontade, mas de uma decisão. Decidir perdoar nem foi tão
difícil, já que eu havia
entendido: era o certo a se fazer. Precisava agora conseguir
seguir em frente. O segundo
passo era começar a orar pela tal criatura, pedir a Deus por ela.
Muitos que continuam
carregando seu lixo emocional dizem orar por seus inimigos. No
entanto, o que falam
em suas orações não se encaixa nessa categoria. Por exemplo, não
espere resultado
positivo contra a mágoa se você diz: “Senhor, faça o João pagar pelo que fez” , ou “Deus,
pese a mão sobre a Maria”. Isso não é orar por seus inimigos! Isso é despejar seu
rancor
em algo que Deus não vai ouvir. A Bíblia nos orienta a abençoar os
que nos
perseguem22 e reforça: Abençoai,
não amaldiçoeis. Este é o ponto.
No começo, minha oração não era sincera. Eu começava a orar por
ela, pedia para
Deus abençoá-la, mas queria mesmo pedir para Ele mandar um raio em
sua cabeça.
Ignorando minha vontade de vê-la partida em milhões de pedacinhos,
continuava minha
oração sem graça. Com o tempo, aquela pedra em meu coração se
desfez e eu passei a
ver aquela pessoa com outros olhos. A oração me ajudou a mudar a
maneira de
enxergar. Então, dei o terceiro passo: passei a olhar para a
frente. Percebi que tinha de
ser prático, olhar para trás não era inteligente. O que ela fez,
já estava feito. Se ela
tivesse que pagar alguma coisa, pagaria diante de Deus, eu não
tinha mais nada com
isso. Percebi que eu também era cheio de falhas, não podia exigir
dela perfeição, pois
não sou perfeito. Se Deus, que é perfeito, me visse com o mesmo
rigor com que eu via
aquela pessoa, estaria perdido! Mas se recebi o perdão d’Ele, como
não perdoaria
também? Perdoai nossas dívidas assim
como nós perdoamos os nossos devedores23. Se você
não perdoa, nem o Pai-nosso você pode
orar, já pensou? É injusto eu querer algo que
não estou disposto a dar.
Aí está a diferença entre o amor verdadeiro e o amor sentimento.
Seu coração, o
centro das emoções, estará sempre pedindo para fazer o que você
tem vontade em vez
de fazer o que é preciso. Você sabe que o certo é ir falar com seu
esposo, mas não sente
vontade de ir. Seu coração faz com que sua cabeça o justifique,
dizendo: por que eu tenho
de falar? Ele é que estava errado! Mas se você usa a cabeça e domina seu coração para
não viver por suas emoções, vai e faz o certo, ainda que contra a
sua vontade.
É uma guerra constante. Não posso prever o que vou sentir, ninguém
tem esse
controle. O sentimento vem. Mas eu tenho o controle de minha
cabeça, posso
determinar o que vou pensar, como vou reagir diante daquele
sentimento. Tenho de
usar minha inteligência quando meu coração está usando o
sentimento contra mim.
Acha difícil? Mas você mesmo faz isso todas as manhãs,
principalmente às segundasfeiras,
quando o sacrifício é naturalmente maior. Você não quer levantar
da cama. Sua
vontade é continuar deitado. Programa o despertador para “mais
cinco minutinhos” e
desaba de volta ao mundo dos sonhos. Mas quando ele toca
novamente, sua cabeça diz:
Não, você não pode faltar. Não pode chegar atrasado
de novo. Tem que trabalhar. Você
se
levanta, se arrasta até o banheiro, lutando contra si mesmo. Se
for necessário, se enfia
embaixo do chuveiro gelado só para mostrar ao seu coração quem é
que manda.
Resignado, ele não insiste mais e você consegue tomar seu café da
manhã e ir para o
trabalho. Se não fizesse isso, não teria emprego, não é mesmo? É
assim que se vence
essa guerra dentro do seu casamento. É um sacrifício, sim, mas
perfeitamente
executável. Tudo que é bom é caro.
Tarefa
Que sacrifícios você precisa começar — ou continuar — a fazer pelo
seu relacionamento?
22 Romanos 12:14.
23 Mateus 6:12.
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