CAPÍTULO 16 - NATURALMENTE
PROGRAMADOS
Capítulo 16 | Naturalmente programados
As diferentes estruturas física, genética e mental do homem e da
mulher determinaram
outras diferenças entre eles, sociais e culturais, desde o início
da humanidade. A força
física do homem, bem como as habilidades naturais de construir
armas e navegar
territórios, o qualificaram para ser o provedor e protetor da
família. As características
inerentes à mulher fizeram dela a cuidadora e organizadora do lar.
Desde o princípio, por milhares de anos, os papéis dos dois eram
bem diferentes,
claros e específicos. A rotina típica de um casal era mais ou
menos como a que descrevo
nos próximos parágrafos.
Antes de o sol nascer, o homem saía com as armas para caçar,
sozinho ou em grupo,
arriscando a vida a fim de trazer o alimento para casa. A mulher
ficava em casa
esperando ansiosamente que ele voltasse ao final do dia, não
apenas com a comida, mas
são e salvo. Ele era o seu herói, que arriscava a vida pela vida
dela e as de seus filhos.
Enquanto caçavam, os homens não faziam grande uso da comunicação
verbal, até
porque um pequeno barulho podia lhes custar a caça. Tinham que se
locomover
furtivamente e se comunicar por gestos. Não podiam ter medo de
matar, nem fera nem
outros homens, caso fossem atacados.
Já a mulher, por ficar em casa em companhia dos filhos e vizinhas,
desenvolveu melhor
a habilidade de comunicação verbal. Como a organizadora e
enfermeira da família, se
tornou expert em perceber detalhes e expressões faciais, sempre
atenta ao estado físico e
emocional das pessoas. Ela se tornou a arquiteta dos
relacionamentos, a cola da família
e da comunidade.
Agora você entende por que o homem se tornou menos emocional, não
tão apto a “ler
os sentimentos” dos outros como a mulher naturalmente o faz, menos
falante que ela e
mais direto nas palavras.
Além das tarefas domésticas, a mulher era muito considerada pela
habilidade quase
divina de gerar filhos. Carregava em si a semente da vida e, por
esse motivo, o homem a
protegia e valorizava. Ela, por sua vez, o respeitava como o líder
natural da família e o
cobria de apreciação pelo risco que corria diariamente pela
sobrevivência dela e dos
filhos.
Tudo isso deixava bem claro qual era o papel do homem e o da
mulher em relação um
ao outro. Não havia discussão entre eles sobre isso, nem
competição. Cada um sabia
bem o seu papel e não havia sentimento de que um era melhor do que
o outro. E assim
foi por milhares de anos. Através dos séculos, esses papéis não
mudaram muito.
Tradicionalmente, o homem sempre foi o provedor e protetor da
família, e a mulher a
cuidadora do lar e arquiteta dos relacionamentos.
Porém, alguns fatores vêm mudando essa realidade de uns cinquenta
anos para cá.
Poderíamos citar vários, mas mencionaremos apenas dois principais,
e seus efeitos no
casamento.
OS PAPÉIS SE CONFUNDEM
Dois fenômenos sociais têm transformado o conceito tradicional
sobre o papel do
homem e da mulher na sociedade: o Movimento Feminista e a
Revolução Industrial.
Está fora do escopo deste livro entrar em detalhes sobre esses
dois pontos. Fique à
vontade para pesquisar mais, se quiser. Resumidamente, para nossos
fins, aqui está o
principal, e por que nos importa:
A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A mulher começou a sair de casa para o trabalho, ainda que
timidamente, em meados
do século 19. O desenvolvimento da tecnologia maquinária deu
origem às fábricas, as
quais abriram oportunidades de emprego até então inexistentes para
as mulheres. Mas
foi no século passado, especialmente a partir da Segunda Guerra
Mundial, que a mulher
começou a tomar seu espaço no mercado de trabalho. Ela se mostrou
tão capaz quanto
o homem em muitas profissões. Conquistou direitos iguais e
ultrapassou o número de
homens cursando universidades. Com a explosão do crescimento das
grandes indústrias,
da tecnologia, do funcionalismo público e dos serviços de saúde, a
mulher hoje é parte
essencial da economia global. O novo poder aquisitivo da mulher,
combinado ao de seu
marido, possibilita ao casal o acesso a uma vida material muito
melhor do que a de seus
pais e avós. A atual cultura consumista — a publicidade incansável
de produtos e bens
que prometem a “felicidade” dos que os consomem — praticamente
impossibilita a um
homem de renda média ou baixa sustentar a família sem a renda
extra da mulher. O que
isto significa é: a mulher não é mais a mãe e esposa que apenas
cuidava da casa e recebia
o marido no fim do dia com um bolo quentinho esperando no forno.
Ela é tão ativa
quanto ele lá fora, ganha tanto ou mais do que ele e, portanto,
está muito diferente da
mulher tradicional. Ela está se tornando caçadora também.
O MOVIMENTO FEMINISTA
A americana bell hooks14, uma ativista feminista de grande influência, define bem
a
essência do feminismo: “O feminismo é uma luta contra a opressão
machista.” Sem
dúvida, muitos homens ao longo da história fizeram um grande
desfavor não somente às
mulheres, mas também a todo o gênero masculino. Portanto, a luta
pelos direitos da
mulher tem um valor inegável. Porém, apesar das feministas terem
conseguido grandes
avanços em busca do equilíbrio dos sexos, um subproduto disso tem
sido o sentimento
quase odioso contra os homens. O feminismo tem levado muitas
mulheres a ver o
homem, de modo geral, como um opressor, um inimigo que está pronto
para oprimi-la
na primeira oportunidade. Enquanto isso pode ser verdade em alguns
casos, esta
generalização leva muitas mulheres a resistirem ao papel
tradicional do homem provedor
e protetor por medo de ficar por baixo dele.
Levantando a bandeira da igualdade dos sexos, o movimento gera a
confusão entre
igualdade de direitos e igualdade de gêneros. E é exatamente
quando a mulher começa a
olhar o homem como seu igual, especialmente dentro do casamento,
que inúmeros
conflitos passam a existir. Quero deixar bem claro: sou totalmente
a favor da igualdade
de direitos entre os sexos. Mas dizer que homens e mulheres são
iguais na sua natureza e
maneira de ser é um erro gravíssimo que tem causado sérias
consequências nos
relacionamentos amorosos. Uma coisa é você ter direitos iguais;
outra coisa é querer
cumprir papéis iguais. Homem e mulher sempre tiveram direitos
iguais aos olhos de
Deus, já que Ele não criou um melhor que o outro. Mas os papéis
que lhes foram
designados são bem diferentes. O problema começa quando a mulher
quer cumprir o
papel do homem no casamento e na família.
Esses dois fatores se resumem em um só: a ascensão da mulher. E
como resultado, os
papéis já não estão tão claros, distintos e específicos como
costumavam ser até pouco
tempo atrás. Pela primeira vez na história da humanidade, o homem
começa a entrar
em uma crise de identidade.
QUEM SOU EU? ONDE ESTOU?
Quem é esta “caçadora” ao meu lado? Os homens ainda não
conseguiram se situar
dentro deste novo cenário. São exatamente essas mudanças que vêm
causando
problemas no casamento. Mulheres têm se tornado mais
independentes, portanto menos
inclinadas a envolver os maridos em suas decisões; batem de frente
com eles, afinal, elas
“podem”. Homens têm se sentido intimidados diante do crescimento
da mulher, têm se
retraído, e em alguns casos até se sentem inferiores a ela. A
firmeza tem dado lugar à
indecisão ou a fazer qualquer coisa que não desagrade a mulher, a
fim de manter a paz.
Ela por sua vez fica frustrada com a falta de iniciativa dele e
acaba tomando a frente,
completando assim o círculo vicioso. Enfim, ela acaba se
assemelhando a ele, e ele à ela.
As consequências disso podem ser vistas no paralelo entre a
ascensão da mulher e o
grande aumento no número de divórcios nos últimos cinquenta anos.
Como pode algo
tão bom para as mulheres ser tão ruim para os nossos
relacionamentos?
Não estamos sugerindo que o avanço da mulher é ruim nem queremos
que a sociedade
retroceda. Apenas queremos apontar o fato de que, ainda que a
sociedade tenha
mudado, as necessidades naturais dos homens e das mulheres
continuam sendo as
mesmas de milhares de anos. O homem ainda é homem e a mulher não
deixou de ser
mulher. Fomos criados assim e novos direitos e maneiras de viver
não vão mudar o
nosso DNA. Somos naturalmente programados, ou seja, temos uma
predisposição a
esperar certas coisas de nosso cônjuge.
Homem e mulher podem crescer e evoluir na sociedade como e o
quanto quiserem. A
mulher ganhar mais que o homem não é o problema, nem o homem lavar
a louça ou
ajudar a trocar as fraldas. O que os dois precisam saber fazer é atender às necessidades
básicas um do outro. Ou seja, sem jogar pela janela o progresso e avanço
conquistado pela
mulher, vamos resgatar os valores e princípios originais que regem
um casamento feliz.
Cristiane:
Eu sou a favor da mulher ter direitos, afinal de contas, gosto de
conquistar também.
O problema é que precisamos saber como lidar com os nossos homens
diante de
tantas mudanças na sociedade.
Meus pais já passaram dos quarenta anos de casados e a sua maneira
de pensar é
bem diferente da dos casais que se casam hoje. Quando o meu pai se
casou com a
minha mãe, ele tinha em mente trabalhar duro para sustentá-la.
Hoje em dia, muitos
homens já não têm essa preocupação. A mulher também trabalha e às
vezes pode
até sustentá-lo. Isso, no passado, era humilhante para o homem,
pois mostrava uma
fraqueza de sua parte. Se ele tirou a jovem da casa dos pais,
tinha a obrigação de
cuidar e prover tudo que ela precisasse.
Enquanto isso, a obrigação dela era cuidar do marido, da casa e
criar os filhos. A
mulher tinha prazer nisso, o que já não se vê tanto hoje em dia. A
mulher atual nem
sempre tem prazer em cuidar do marido, muito menos da casa. Se ele
está com
fome, que se vire. Os filhos podem ficar a maior parte do tempo em
uma escola e
em clubes de esportes para ela ter mais tempo para a carreira e
outros interesses. E
quando ela chega em casa, não quer ter o trabalho de cozinhar nem
de limpar nada,
então se chateia com o marido por jogar seu par de sapatos no meio
da sala. Ou
seja, coisas que no passado não eram um problema, hoje são motivos
de conflito.
Homem e mulher não foram feitos para competir um com o outro.
Somos muito
diferentes e as nossas diferenças são justamente para acrescentar
na vida do outro e
não para diminuí-lo.
A mídia, para contribuir
ir com esse desastre, também coloca a imagem do homem
lá em baixo. Repare só na maioria das comédias e em alguns outros
gêneros de
filme, como o homem é sempre aquele personagem fraco, que teme a
mulher, que
faz tudo errado, não tem pulso forte, nem passa nenhuma segurança;
enquanto a
mulher é bem inteligente, sabe o que quer, faz tudo certo e é
sempre o braço forte
da família.
Esta imagem acaba fazendo a lavagem cerebral nas pessoas: o homem
é fraco, a
mulher é forte; o homem é bobo, a mulher é inteligente. O
resultado nos lares é que
filhos não respeitam os pais, esposas não respeitam os maridos, e
o pobre coitado
acaba largando aquela família. A esposa rapidamente o acusa de
alguma
incapacidade e os filhos se decepcionam com ele, dizendo a si
mesmos que nunca
vão se casar.
Aí está uma foto do que tem sido a família no século 21. Se a
sociedade não valoriza o
papel do homem na família, o homem por sua vez também não valoriza
o da mulher, e
o que acontece é o inevitável: ninguém valoriza ninguém, cada um
por si, Deus por
todos, e uma abundância de atitudes egoístas no dia a dia.
Se você quer fazer parte da cultura do casamento feliz e
duradouro, não poderá seguir
as normas da cultura atual. Terá que andar na contramão e criar
sua própria cultura
dentro do seu relacionamento. Cristiane e eu temos a nossa, e já
determinamos que
nada de fora que seja nocivo poderá entrar. Por isso conseguimos
manter os valores e
princípios de que precisamos para conservar nossa intimidade, e
não nos esquecemos de
preencher as necessidades básicas um do outro, predeterminadas por
nossas naturezas
distintas.
E você, sabe quais são estas necessidades? Vamos entender mais
sobre elas.
NECESSIDADES BÁSICAS NATURALMENTE DETERMINADAS
Somos programados por nossa natureza humana a ter certas
necessidades supridas. E
não há necessidades mais básicas do que comer, beber, vestir e ter
moradia. Tire isso do
ser humano e seu comportamento se torna como o de um animal. Isso
pode ser
observado quando grandes desastres naturais afetam uma cidade. De
repente, as pessoas
se veem sem alimentação, água, abrigo e segurança. Se não houver
uma intervenção
rápida dos serviços de emergência, entram em desespero e adotam um
comportamento
até agressivo pela sobrevivência. A procura pelo que comer e beber
e por onde morar faz
com que as pessoas ajam como se voltassem à época das cavernas.
Quando suas
necessidades básicas são afetadas, afloram as reações mais
primitivas.
Minutos antes de o desastre ocorrer, a maioria estava preocupada
com inutilidades,
como: se a barra da calça está curta demais, se a melhor cor para
a parede do quarto é
bege ou branco, se vai fazer um upgrade do celular etc. Depois que o horror
acontece,
ninguém se importa mais com isso. A única preocupação é salvar a
própria vida. O que
as pessoas antes viam como “necessidade” é reduzido do mais alto
capricho para as
coisas mais básicas como água, pão e cobertor. Pessoas que nunca
roubaram, nunca
agrediram ninguém nem violaram leis são capazes de fazê-lo. É o
instinto natural do ser
humano. E qual a melhor maneira de conter esse comportamento
animalesco?
Preenchendo novamente as necessidades básicas dessas pessoas.
Há outra coisa muito importante que você tem que saber sobre isso:
Não se discute sobre as necessidades básicas de uma
pessoa. A única coisa a fazer é
preenchê-las.
Ninguém é culpado de ter fome. Ninguém é mau por querer dormir uma
noite de
sono. Ninguém é criminoso por ter sede. Ninguém pode ser acusado
por querer um
lugar para morar. Mau é quem pode suprir as necessidades de alguém
mas não o faz.
Agora, transporte esse fato para dentro do relacionamento. Homem e
mulher também
têm, por suas naturezas masculina e feminina, necessidades básicas
que precisam ser
preenchidas. Para que um casamento funcione, há certas coisas
mínimas que devem
existir. Tudo bem, o marido pode não ser tão romântico quanto um
personagem de
Robert Redford; a esposa pode não ser a mais perfeita dama de um
conto de fadas, mas
ambos têm que oferecer um ao outro pelo menos o essencial.
As necessidades básicas do homem e da mulher são de extrema
importância. Se elas
não são supridas, seu marido ou sua esposa começará a agir
irracionalmente. E não
adiantará ficar criticando ou se perguntando ‘por que ele é
assim?’ ou ‘por que ela age
assim?’ A melhor coisa que você pode fazer sobre as necessidades
básicas de seu parceiro
é supri-las. Sobre necessidades não se discute. Quando se tem
fome, a única coisa útil de
se fazer a respeito é comer.
Quando adota um animalzinho de estimação, a primeira coisa que
você faz, antes
mesmo de levá-lo para casa, é descobrir o que ele come, bebe,
gosta e não gosta. Você
não discute com quem lhe deu o animal, nem tenta mudar o bichinho
depois que o leva
para casa. Se você quer um animalzinho feliz, e é mais inteligente
que ele, apenas
preenche as necessidades dele, por mais chatas que sejam. Para
você ter um marido ou
uma esposa feliz, descubra as necessidades básicas dele ou dela e
supra-as — não
discuta.
CAPRICHOS E COMPARAÇÕES
Um esclarecimento: estamos falando aqui de necessidades básicas,
não de caprichos e
fantasias. Para as mulheres, um aviso: amor verdadeiro não se
resume em romance ou
beijo cinematográfico. É um grande erro da mulher comparar o homem
real com o
homem da tela. Uma mulher casada certa vez deixou um comentário em
um dos nossos
vídeos no YouTube sobre o que ela esperava de um homem ideal:
...gosto do homem que se cuida, que se preocupa com sentimentos,
que seja
romântico, ao estilo Brad Pitt ou Tom Cruise; mas que seja
galanteador como
James Bond e
provedor e protetor como Conan,
o Bárbaro , ou os homens do
Faroeste. Penso que o homem ideal é aquele vampiro da Bela, de Crepúsculo.
E
gosto daquele homem de ‘E o Vento Levou ’,
ou aquele dançarino de ‘ Dançando
na
Chuva’...
ah, sei lá, um pouco de cada. Tem também os samurais...
Meu primeiro conselho para essa esposa foi: “Pare de assistir
filmes!”
Se você não sabe o que quer, como exigir que seu marido o saiba?
Esta ilusão do amor
hollywoodiano é que tem levado muitos casamentos ao fracasso. Esse
amor roteirizado,
treinado, com diretor produzindo o ator, não compete com a vida
real. Na vida real,
aquele galã da novela provavelmente já se casou três, quatro
vezes, tem uma vida
amorosa infeliz, e talvez até tenha batido na mulher dele. Não
podemos viver a realidade
baseada em fantasia.
Uma das piores coisas que você pode fazer é comparar seu cônjuge a
alguém, seja este
alguém real ou imaginário. Isso é capaz de matar o casamento. Se
você compara seu
marido com o da televisão, prepare-se para ficar frustrada.
O mesmo se aplica para os homens. Você, homem, passará pelo mesmo
se embarcar
na praga chamada ‘pornografia’. Colocando de lado a parte moral da
questão, o
resultado deste vício é que muitos homens não conseguem mais ser
estimulados por suas
mulheres, só pela pornografia e masturbação. Ou seja, aquilo que é
real, a intimidade
com a esposa, já não serve mais. Você deixa de ser o homem que sua
esposa precisa, fica
frustrado porque sua mulher não é aquela que viu em um vídeo
produzido, e acaba
vivendo de fantasias — criando assim uma data de expiração em seu
casamento.
Nenhuma mulher gosta de ser comparada assim. Para ela, é
humilhante saber que o
marido só se sente realizado assistindo a esse tipo de vídeo. Ela
não fica excitada como
ele e ambos não conseguem chegar à intimidade total. O homem que
se faz dependente
desse estímulo está desmoralizando a mulher, fazendo com que ela
se sinta insuficiente
para ele, exatamente o contrário da necessidade mais básica que
ela tem.
14 Ela, propositalmente, não usa maiúsculas no próprio nome.
Curiosamente, aos 59 anos, hooks permanece solteira.
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